As várias faces do homem denunciam o seu estado de espírito. Ora exaurida, ora cansada, ora abatida. Na rua estão presentes expressões da tristeza, da indiferença e da fome. Enrugadas peles outrora macias e cuidadas. Sorrisos tímidos exprimidos atrás dos fones de ouvidos. Óculos pesados nos narizes machucados. Pés de galinhas expostos perto dos brancos cabelos na sombra dos olhos. Poros suados de um dia aterefado, enfadonho e necessário. Narinas incomodadas com a inalação precária da poluição insolúvel de vaidade contrária ao estar bem. Porque sois um no meio de muitos, no meio de todos, no meio de uns tantos com faces terrivelmente ferozes. Faces revoltadas, talvez despeitadas. Que o seu semblante não te roube o real reflexo da sua verdadeira face. Arranque qualquer máscara que cubra o teu rosto. Deixe a sua “face oculta” no recôndito da memória mais falha. Pois a hipocrisia beira uma face, portanto, dispense a segunda.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Nas incertezas da dúvida cruel
Se o mundo foi criado de uma gigantesca explosão mágica que transformou pó em coisas palpáveis e toda magnificência da natureza, até hoje existente, de átomos espertalhões que resolveram se transformar em todo tipo de plantas e animais exuberantes, alguns dotados com a capacidade de produção, e considerar que o ser humano, único ser racional na face do planeta terra, nasceu de uma ameba em constante evolução capaz de possuir um cérebro que ainda é um mistério para muitos médicos e especialistas na área neurocirurgiã e outras mais, ouso citar a frase de um filme romântico chamado “Diário de uma Paixão”, história fantástica e uma verdadeira prova de amor, que é a seguinte: “A ciência vai até certo ponto, doutor, depois vem Deus”.
Enquanto se acredita em filosofias para contradizer o que não proveio do além, existe a incerteza nas invenções matemáticas, milimetricamente estudadas, testadas, fisicamente planejadas para o resultado previsto, anteriormente, pensado... O que não é sábio para um inventor, compositor e qualquer outro profissional se baseado na dúvida. Se não ter certeza é o certo e a convicção pairou no tempo, cria-se um conceito de crise existencial da qual é uma teoria conspiradora fundada em um pensamento dedutivo. Portanto, acreditar em um Criador faz muito mais sentido, visto que a convicção motiva uma esperança (mesmo ciente do mal que rodeia o mundo) inigualável, da qual o ser humano deve sempre se orgulhar e crer que ainda existam motivos para enxergar o que de fato é bom, viver.
sábado, 14 de maio de 2011
Fim da via
Naquela via férrea giram rodas todos os dias,
Do tic tac de distintos destinos
Acompanham a via aquática de águas esgotáveis
Em curso contrário ao das rodovias
Onde circulam carros incontáveis.
Assim Via-Láctea via telescópio
Olhar fixo nas aéreas vias
Que sobrevoam vias tortuosas
Onde cai a chuva e corre galerias.
Tubulosos espaços de vias sinuosas
Por caminhos pluviais
Até rumos fluviais
Por rateios cruciais.
Todavia, percorre a viatura
No viaduto de sirenes ensurdecedoras
Víboras às vias arteriais
Palpita o coração de vias congestionadas
Ataque de veias atoladas
Da via na qual circula a vida
Sem viço, falece o último suspiro.
Do tic tac de distintos destinos
Acompanham a via aquática de águas esgotáveis
Em curso contrário ao das rodovias
Onde circulam carros incontáveis.
Assim Via-Láctea via telescópio
Olhar fixo nas aéreas vias
Que sobrevoam vias tortuosas
Onde cai a chuva e corre galerias.
Tubulosos espaços de vias sinuosas
Por caminhos pluviais
Até rumos fluviais
Por rateios cruciais.
Todavia, percorre a viatura
No viaduto de sirenes ensurdecedoras
Víboras às vias arteriais
Palpita o coração de vias congestionadas
Ataque de veias atoladas
Da via na qual circula a vida
Sem viço, falece o último suspiro.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Nota do tempo de uma bigorna
A responsabilidade roubou tantas coisas da adorável infância, deixou para trás as manhãs recreativas na escola, as tardes felizes na rua e as noites de engraçadas brincadeiras. Agora, ela sufoca os órgãos interiores com tanto aperto que a qualquer momento uma hemorrágica rebeldia nasce dentro do corpo humano. Esse peso mais parece uma manada de passos largos que pretendem pisotear a vida em potencial força e longevidade. Para sentir a leveza de uma pluma levada pelo vento, ignore as vontades compulsivas, abrace um travesseiro fofo, cante que “o amor é um campo de batalha”, porque nem todos querem levar bigornas pelo resto da vida. Existe vida após um virar de página, lá existe vida. Que um desafio considerável seja alcançar o peso pena.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Prudente silêncio
Vozes ao vento
dos ouvidos dispostos
para as línguas inquietas
de interpretações perigosas
e atravessadas metas.
Para a sensatez, a indiferença.
Para a saúde, um incômodo.
Para a incerteza, uma crença.
Para toda verdade, o bom senso.
Entoe pensamento e não vozes ao vento
Enquanto avistar nuvens nebulosas, cala-te.
dos ouvidos dispostos
para as línguas inquietas
de interpretações perigosas
e atravessadas metas.
Para a sensatez, a indiferença.
Para a saúde, um incômodo.
Para a incerteza, uma crença.
Para toda verdade, o bom senso.
Entoe pensamento e não vozes ao vento
Enquanto avistar nuvens nebulosas, cala-te.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Alma cravada
Desde quando ela era uma criança, ouvia falar deles. Os que aparecem na noite e estão nos cemitérios esperando por alguém. Às vezes ela se cobria com um lençol branco para imitá-los e provocar espanto, achava engraçado. Depois de um tempo, descobriu que eles não existiam... Decepção? Era indiferente, eles só vinham para prejudicar a paz alheia. Ela acreditava que seus pais inventaram isso para explicar os medos e aflições que sentiam pelas pessoas vivas e mal-intencionadas. A garota considerou o questionamento um tanto complicado e não quis mais saber desses seres. Mas alguma coisa do passado voltou a assombrá-la. Ela não sabia que era tão forte a ponto de fazê-la, talvez, abandonar tudo o que tinha conquistado até então. A partir daí, descobriu o que realmente era assustador... Aquela alma cravou sentimentos em seu coração. Sentimentos que voltaram à tona para sua vida e arremessaram-na para um lugar denso e intenso. Algo ainda mais complexo que a existência dos big boos.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Nota do tempo de uma canção
♫ “Acordei e abri a janela
Sol nascendo uma coisa tão bela”♪
A música nasce com o dia. Os passarinhos comemoram o nascimento de cada um deles, dias úteis e de descanso, estão sempre a cantar. Muitos motivos para celebrar. A vida, não tão perfeita como deveria ser. A saúde, não tão plena como se deseja... Mas enquanto houver dia para agradecer, as tristezas de outrora semearão terras encharcadas de lágrimas que renderão frutos de tudo aquilo que um dia planejou-se colher. Fazer da vida um canção é ser como os pássaros, que voam, que colhem, que se reproduzem e alimentam suas crias. Que cantam ao nascer e ao morrer de mais um dia, que constroem o próprio ninho e confiam de que o lar vai estar intacto no regresso, na certeza de um aconchego para o esperado e merecido descanso. Sonhos de passarinhos, quais serão? Não devem ser muitos, pois o sonho mais belo eles já realizam, a arte de bater as asas e levantar voo.
♪ “Ao abrir suas asas ao vento ele voou
Parecia em seu voo querer encontrar
Com o seu Criador” ♫
Parecia em seu voo querer encontrar
Com o seu Criador” ♫
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