quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Raiz da beleza

          Rala cobertura apareceu. A consciência foi pouco vestida por uma só cor. Descobriu-se que podiam alterar a ordem natural do autêntico véu. Ensopado de outra coloração mudou de aparência, mas aquelas raízes não negam a origem, não negam o verdadeiro tom. Amarrados uns aos outros não consegue escapar e livres ao vento voam sem parar. Arrumados em topetes de fixação ou amaciados pelos frascos da inovação. Penteados, arrepiados em moicanos e alisados progressivamente todos os anos. No calor da chapa quente ficam brilhantes, emanam aquele cheiro molhado de caros e raros hidratantes.  Às vezes escondidos no tecido de um boné. Longos, curtos, lisos e crespos... Formam ondas de vários fios judiados, renovados na navalha das incertezas rejuvenescedoras. Maltratai-os enquanto puder, até que a cabeça brilhe e roube sua saudável estadia de mechas.

5 comentários:

Pensamento aqui é Documento disse...

"Cabelo, cabeleira, cabeludo, descabelado"...

=)

Helouquinha disse...

Como vc descreve com sensibilidade...
saudades

AROUCHE. E. M'. disse...

Oi ANALINA, depois de muito tempo, estou eu aqui, desculpe não ter seguido antes vc, porém estou aqui!!! Demorei, mas, estou aqui!!!
Amei seu blog, desde o dia em que vi!
ELe é muito versátil, stil e verdadeiro!!
Amei!!
Bjos...

Analina Arouche disse...

Naty, adorooo! Às vezes estamos cabeludos e um dia não mais...rs!

Johnny, linda poesia! "Encara Colados", boa mesmo! Pois é, me compliquei no final...rs

Helô, sensibilidade está na minha veia. Sdds.

Abraço a todos, obrigada pelas visitas e comentários!

Helouquinha disse...

Aninha não duvido disso, tu sensibilidade é compativel com a minha, logo estamos sempre em sintonia
Obrigada e saudades mesmo