terça-feira, 17 de maio de 2016

'eXpreguiçar'

"Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, considera os seus caminhos e sê sábio. Não tendo ela chefe, nem oficial, nem comandante, no estio, prepara o seu pão, na saga, ajunta o seu mantimento" Provérbios 6:6, 7 e 8

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Espreguiçar-se como se a preguiça fizesse parte do passado, passando a ser 'eXpreguiça'. É possível aprender até com os mais desprezíveis dos bichos, desprezíveis do ponto de vista dos ignorantes. Essas criaturas são incrivelmente movidas pelo instinto, uma tendência natural não aprendida, nem treinada, trata-se de um padrão de comportamento admirável que rege a menor das vidas de forma muito positiva. Ensinam grandiosas lições quanto ao trabalho em equipe. Transmitem senso de cooperação e autossuficiência. Demonstram gratidão pelo sol, pelo dia de trabalho e por toda colheita realizada. O chicote não as persegue e o inverno para elas é farto e aconchegante, recompensa pela qual muito mereceram, por seu esforço e determinação. E, assim, todos os dias, muitas dessas formigas têm se despertado, espertado e 'eXpreguiçado' para o novo, para o amanhã, para o mundo que ainda pretendem e querem descobrir. 

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Pela extinção da sabotagem, eu voto sim

"Dificultar ou prejudicar uma atividade por meio de resistência passiva" 

Por que você paga o preço até hoje por resistir? Por alienação, você tem resistido ao que é bom. O mundo de fantasias é um mundo distante, apenas visual e frio. No fim, você está mesmo é sozinho. Para o que resiste, a verdade e a sinceridade ditas em alto e bom som assustam. Virtudes que se tornam obstáculos. É traído por uma política pessoal do conceito que tem sobre quando e como agir. E o que faz? Não age. Encontra mais barreiras e se isola do outro lado do monte de "historinhas". Sabota-se. A autossabotagem acontece todos os dias de sua vida e conclui que sua vida é aquilo mesmo e talvez não mude. Não se arrisca, não enfrenta os problemas, porque está indisposto demais para se dispor, ou mesmo se indispor, caso seja necessário. A tela do seu aparelho de celular inteligente, ou do seu computador pessoal não tem olhos, não tem sentimentos, não enxerga os gestos, não ouve, não fala de coração, pois não o tem. A mensagem aparece e você a absorve sem questionar, afinal, não está disposto. Movimento é vida, e vida tem gana de viver. Admirar a lua cheia (admire-a está realmente linda), o céu estrelado, a pessoa diante de nós, "o homem no espelho", ou andar descalço no gramado, olhar nos olhos, viver um tempo de qualidade sem medo de ser feliz, ou de ao menos ter tentado.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Não vou te agarrar / Que pena!

Arquivo pessoal

É outono e o sol aquece suavemente entre as rasas copas das árvores. Deito-me no úmido gramado logo depois de observar os patos que haviam repousado nas águas represadas. Em seguida, levantaram um rasante voo pelas águas emitindo sons de calmaria e paz com suas asas angelicais. Perdoei antes mesmo de ali chegar, pedi perdão por minhas falhas e acreditei no amor. Sem intenções de agarrá-lo, você disse "Que pena". Sem intenções de beijá-lo, selou-me teu beijo... E afirmou me deixar livre após convite para uma noite entre amigos ao décimo dia. Porém, a viajante regressou, a carência acabou e eu voltei a ser um assento vazio, alguém que incomoda e causa sofrimento. Só tento me colocar no meu lugar, porque ninguém, senão Cristo, fará isso por mim. Eu sou responsável pela minha felicidade e 'deixo-a' partir, pois a quero por inteiro, ser um assento preenchido e não substituto, ou apenas necessário quando conveniente. Quando sou fraca, tenho sido forte e muito forte.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Resgat-águias

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Fuga selvagem. Sobrevoa altas nuvens, mostre sua coragem. Abre as asas em meio aos ventos e eleva teus anseios. Resgate a sanidade e voe, encontre seu ninho. A passagem do ar puro percorre agora por cada pena e paira sobre ti a paz do Mestre das águias. Resgate-as, regate-se, resgat-águias. Não mais sofra. Não mais chore. Não mais espere. Buscai e encontrarás o recanto da paz animal que vive em você, que vive no outro, que vive nelas: aves selvagens. O céu não é limite, é a esperança ilimitada.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Descendência

Nos braços, um ser. Curioso, atento, sorridente e amável. Nascido com saúde, isso é bom. A gargalhada invade o lugar e arranca sorrisos tímidos de quem está por perto. Se o dia não começou bem, se o humor não estava mais para bom, se a vontade de sofrer uma abdução bateu, acabou ali... Na meiga expressão de alegria e satisfação de um bebê. E ninguém se aguenta, é a atração do momento. E quando dormem, todos observam e sentem aquela paz. Quão bom é ninar com eles, mesmo que em pensamento.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Nota do tempo das mensageiras

Com a voz e o comportamento infantis, ela aparentava ter 60 anos, ou mais. Falava alto e a falta de alguns dentes fazia com que as palavras tivessem um leve chiado ao final. Olhando pela janela, notou o rio e os prédios e fez a seguinte observação: “- Se não tirarem os prédios de lá, eles vão cair tudo no rio”. Encantava-se com a quantidade de pessoas, com o sinal de aviso das portas, com o pato nadando no rio poluído e com o menino que não tinha barba no rosto. Perguntou se ele tinha namorada. Com a negação, ela disse: “- Isso mesmo tem de estudar muito, estuda, viu?”. Balançava para frente e para trás. Disse com orgulho que não bebia e nem fumava. Recebeu o elogio de “anjo, é um anjinho” e um afável carinho na cabeça de sua cuidadora. Conversavam o tempo todo, sorriam e trocavam beijos no rosto. Desinibida, o anjo passou a falar com uma passageira, disse que completou 51 anos mês passado e que “teve problema”, apontando para a cabeça. Elas ensinam muito com pouco tempo por perto. Eu não senti a presença de um anjo, mas de dois.  

domingo, 10 de janeiro de 2016

Feliz Stradivarius

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Com excelência de qualidade, poucas são as unidades que emitem som impecável. Obra das mãos de um luthier que esculpe e modela com perfeição. Entre seus feitos estão as melhores madeiras, as melhores cordas, as melhores medidas... Um instrumento para propagar a paz, o amor e eternizar momentos de união. Vibrações de uma harmonia de graça e tranquilidade para ouvidos sedentos de esmero. Raridades são assim. E, em réplicas, compartilha pequenas demonstrações do que se conhece como arte musical. Um Stradivarius não é de se jogar fora, muito menos perdê-lo, ou deixá-lo empoeirado. Sua caixa de ressonância clama por vida própria e sobre suas cordas o arco repousa em uma combinação perfeita da sintonia de dois corpos.